O quinto carro da Beija-Flor traz uma negra costurando uma bandeira do Brasil. Uma reposta ao clássico quadro “A Pátria”, de Pedro Bruno, de 1919, que só traz personagens brancas.


O quadro de Pedro Bruno sugere uma visão eurocêntrica da nação brasileira, que não reflete a diversidade cultural e étnica que compõe a história do país. Além disso, a imagem de pessoas costurando uma bandeira pode passar a mensagem de que a construção da nação brasileira é um projeto unicamente de pessoas brancas, reforçando a ideia equivocada de que a história do Brasil é uma história de brancos colonizadores que “civilizaram” o país.

O quadro foi encomendado pelo governo brasileiro para ser exibido na Exposição do Centenário da Independência, realizada em 1922. A exposição foi organizada para celebrar o centenário da independência do Brasil, proclamada em 7 de setembro de 1822.
“A Pátria” foi um dos destaques da exposição e foi muito elogiada pela crítica e pelo público. A obra foi considerada um símbolo do patriotismo e da identidade nacional brasileira, além de ser uma expressão da arte acadêmica que predominava na época.
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A escola de samba Beija Flor mostrou-nos como a arte e a cultura pode ser intencionalmente pedagógica. Portanto, antes de criticar essa festa popular (os motivos são compreensíveis), experimente pesquisar o que está por trás de cada enredo. Será uma verdadeira aula de História para refletir sobre os temas contemporâneos.
Sheila Rocha

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